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Investir em Aluguel de Temporada Vale a Pena? 2026 Brasil

Mercado de R$14,5 bi cresceu 43% em 2024. Rentabilidade de 0,8%-1,4%/mês vs. 0,3%-0,5% do aluguel tradicional. Análise completa com dados por cidade.

Mercado de R$14,5 bi cresceu 43% em 2024. Rentabilidade de 0,8%-1,4%/mês vs. 0,3%-0,5% do aluguel tradicional. Análise completa com dados por cidade.

O mercado brasileiro de aluguel por temporada movimentou R$14,5 bilhões em 2024, com crescimento de 43% — mais de três vezes o avanço do aluguel tradicional (13,5%) no mesmo período (BMC News). Com mais de 600 mil imóveis ativos em 2025 e o Brasil ocupando o 3º lugar mundial em anfitriões Airbnb, a pergunta não é mais se vale a pena, é como maximizar o retorno.

Rentabilidade: Temporada vs. Tradicional (Números Reais)

O comparativo direto mostra por que investidores estão migrando:

MétricaAluguel TradicionalAluguel de Temporada
Rentabilidade mensal0,3% - 0,5% do valor do imóvel0,8% - 1,4% do valor do imóvel
Retorno anual total*~6,2% (aluguel) + 12,9% (valorização) = 19,1%Até 20%+ (incluindo valorização)
Receita mensal (apto 2Q SP)~R$2.500/mêsR$4.000 - R$5.000/mês
Flexibilidade de preçoFixa por contratoDinâmica (alta/baixa temporada)
Uso pessoalNãoSim (bloqueio de datas)

*Dados: FGV IBRE/QuintoAndar 2024, análise regiões metropolitanas SP/RJ/BH

Exemplo prático: Um apartamento de 2 quartos com diária média de R$350 e taxa de ocupação de 70% gera R$88.200/ano no modelo temporada. Mesmo com custos operacionais de R$30.000/ano, o lucro líquido (~R$58.000) é quase o dobro do aluguel tradicional (~R$30.000/ano) (Mani Camarin).

→ Calcule a receita potencial do seu imóvel no Airbnb

Dados por Cidade Brasileira (2024-2025)

Os números variam muito por localização. Aqui está o panorama das principais cidades:

Rio de Janeiro

  • Receita média anual: R$73.000
  • Taxa de ocupação: 62%
  • Diária média (ADR): R$342
  • Listagens ativas: 29.077
  • Ranking Brasil: Top 11% em receita, Top 5% em ocupação

Fonte: Airbtics 2025

São Paulo

  • Receita média anual: ~R$33.000 ($6.530)
  • Taxa de ocupação: 43% (mediana), 84%+ (top 10%)
  • Diária média (ADR): R$286 ($56)
  • Listagens ativas: 28.682
  • Sazonalidade: Março (pico), Maio (baixa)

Fonte: AirROI 2025

Belo Horizonte

  • Receita média anual: R$43.000
  • Taxa de ocupação: 59%
  • Diária média (ADR): R$199
  • Listagens ativas: 3.331
  • Sazonalidade: Outubro e Julho (picos)

Fonte: Airbtics 2025

Brasília

  • Receita média anual: R$49.000
  • Taxa de ocupação: 63%
  • Diária média (ADR): R$214
  • Listagens ativas: 5.765
  • Diferencial: Demanda constante (eventos políticos, concursos)
  • Impacto econômico: R$1,3 bilhão movimentado via Airbnb em 2024 (estudo FGV)

Fonte: Airbtics, Airbnb News

Florianópolis

  • Receita mensal estimada: R$4.500 - R$6.500 (picos no verão)
  • Diária média: R$280 - R$400
  • Participação no mercado: 7% das moradias da cidade
  • Modelo híbrido: Ocupação de 90% em edifícios especializados

Fonte: CasaTemporada, Brain Inteligência Estratégica

Apartamento moderno para aluguel de temporada no Brasil

Mercado Brasil: Contexto e Crescimento

O setor de aluguel por temporada brasileiro está em expansão acelerada:

Dados do mercado (PriceLabs World STR Index):

  • Listagens ativas: 262.677 (jan/2021) → 535.426 (jan/2024) = +104%
  • ADR máximo histórico: R$647 (dezembro 2023)
  • RevPAR máximo: R$299 (janeiro 2024)
  • Ocupação de pico: 49% (janeiro 2024)
  • Sazonalidade: Picos em dezembro-janeiro, vales em maio-junho

Fonte: PriceLabs Brazil Market

Penetração por cidade (% de moradias como temporada):

  1. Florianópolis: 7%
  2. Curitiba: 6,3%
  3. Porto Alegre: 5,6%
  4. São Paulo: 3,7%
  5. Recife: 2,8%

Fonte: Brain Inteligência Estratégica

Custos Operacionais: O Que Ninguém Te Conta

A diferença entre lucro e prejuízo está na gestão dos custos. Globalmente, custos operacionais de STR variam entre 30% e 70% da receita bruta (Global Property Guide). No Brasil, a estrutura típica:

Breakdown de Custos (% da Receita Bruta)

Categoria% TípicoObservação
Limpeza10-15%Por turnover, não mensal
Comissões OTAs (Airbnb, Booking)3-15%Airbnb: ~3% host + ~14% hóspede
Gestão profissional15-25%Se terceirizado
Manutenção/reposição10-12%Recomendado reservar mensalmente
Utilidades (água, luz, internet)5-10%Incluídas na diária
Marketing (fotos, anúncios)2-5%Investimento inicial maior
Impostos e taxas4-18%Varia por município

Margem de lucro líquido típica: 25-45% da receita bruta (Key Data)

Atenção: Muitos investidores subestimam custos de mobília, equipamentos e adequação inicial. “Para colocar um imóvel nesse modelo é preciso investir para deixá-lo pronto”, alerta Ramiro Delgado, especialista em investimentos imobiliários (Mercado Imobiliário).

→ Conheça a gestão profissional HostnJoy no Rio de Janeiro

ROI: O Que Esperar (Benchmarks Globais)

Dados globais fornecem referência para expectativas realistas:

ROI típico por tipo de investimento:

MétricaAluguel Longo PrazoAluguel de Temporada
ROI anual4-10%10-15% (podendo chegar a 20%+)
Cash-on-cash return5-8%6-15% (top mercados: até 7,45%)
Cap rate4-6%4-8%

Fonte: Mashvisor 2025, The Short Term Shop

Benchmarks 2025:

  • ROI bom: 5-10%
  • ROI excelente: 12%+
  • Cash-on-cash return mercados top EUA: 6,16% - 7,45%
  • Ocupação média global: 57% (2024) → 50% (abril 2025)

A queda de ocupação em 2025 reforça a importância de gestão profissional e precificação dinâmica para manter competitividade.

Vantagens Competitivas do Modelo Temporada

1. Flexibilidade de Precificação

Diferente do aluguel fixo, você ajusta diárias conforme demanda:

  • Alta temporada: +50-100% sobre preço base
  • Eventos locais: Preços premium
  • Última hora: Descontos para preencher gaps
  • Estadias longas: Desconto semanal/mensal para ocupação garantida

2. Uso Pessoal do Imóvel

Bloqueie datas para férias, feriados ou visitas familiares sem romper contrato. No aluguel tradicional, o inquilino tem posse exclusiva durante todo o contrato.

3. Valorização + Renda

Segundo estudo FGV IBRE/QuintoAndar, um apartamento de R$365.000 comprado em 2024 rendeu quase R$70.000 no ano, somando aluguel (6,2%) e valorização patrimonial (12,9%).

4. Diversificação de Risco

Múltiplos hóspedes curtos = menor risco de inadimplência concentrada. Um mau inquilino no tradicional pode significar meses de prejuízo e processo de despejo.

5. Autofinanciamento

O modelo permite que a receita cubra parcelas de financiamento. “Com imóveis bem localizados e gestão eficiente, é possível gerar receita capaz de quitar o patrimônio sem depender de capital próprio mensalmente”, afirma Pedro Ros, CEO da Referência Capital.

Gestão profissional de imóvel para aluguel de temporada

Riscos e Desafios (Sem Romantismo)

1. Sazonalidade

A ocupação flutua drasticamente. Em mercados turísticos, 2-3 semanas de alta temporada podem representar 30-40% da receita anual. Você precisa de reserva financeira para meses fracos.

Mitigação: Precificação dinâmica, diversificação de público (turismo + corporativo + nômades digitais), estadias médias (1-3 meses).

2. Gestão Intensiva

O aluguel de temporada exige:

  • Resposta rápida a hóspedes (impacta ranking)
  • Coordenação de limpeza a cada checkout
  • Manutenção preventiva frequente
  • Gestão de avaliações
  • Atualização de calendários e preços

Mitigação: Autogestão (para 1-2 imóveis) ou gestão profissional (para escalar ou renda passiva real).

3. Regulamentação

O novo Código Civil (anteprojeto 2024) prevê que condomínios residenciais podem proibir aluguel de temporada por deliberação em assembleia ou convenção. Municípios também criam legislações específicas.

Reforma tributária 2025: Pessoas físicas com receita anual de aluguel superior a R$240.000 e mais de 3 imóveis alugados passam a ser contribuintes no novo regime.

Mitigação: Verifique convenção do condomínio antes de comprar. Consulte legislação municipal. Formalize a operação adequadamente.

4. Saturação de Mercado

Em destinos populares, a concorrência é intensa. O número de listagens no Brasil mais que dobrou (262.677 → 535.426) entre 2021 e 2024.

Mitigação: Diferenciação (amenidades únicas, decoração, experiência), fotos profissionais, reservas diretas (evitar dependência de OTAs), excelência em avaliações.

5. Desgaste Acelerado

Alta rotatividade = mais uso = mais manutenção. O imóvel precisa de inspeções frequentes e reposição regular de itens.

Mitigação: Reserve 10-12% da receita para manutenção preventiva. Faça vistoria com laudo fotográfico a cada checkout.

Checklist: Seu Imóvel Tem Potencial?

Antes de investir, responda honestamente:

Localização:

  • Proximidade de pontos turísticos, centros de negócios ou eventos?
  • Transporte público acessível?
  • Bairro seguro com boa reputação?
  • Demanda o ano todo (não só em uma temporada)?

Imóvel:

  • Convenção do condomínio permite temporada?
  • Características diferenciadas (vista, varanda, piscina)?
  • Espaço para trabalho remoto (WiFi rápido, mesa)?
  • Estacionamento ou fácil acesso sem carro?

Você:

  • Tempo ou orçamento para gestão (própria ou terceirizada)?
  • Reserva financeira para meses de baixa ocupação?
  • Tolerância à variabilidade de renda?
  • Disposição para tratar o imóvel como negócio?

Se marcou menos de 8 itens: Avalie se aluguel tradicional não seria mais adequado ao seu perfil.

Como Calcular Viabilidade (Passo a Passo)

1. Pesquise o Mercado Local

Antes de comprar, use ferramentas gratuitas:

  • AirDNA/Airbtics: Dados de ocupação, ADR e receita por bairro
  • PriceLabs Revenue Estimator: Projeção de receita por tipo de imóvel
  • Análise de concorrentes: Veja 10 listagens similares no Airbnb, anote diárias e calendários

2. Calcule Receita Potencial

Fórmula: Receita Anual = ADR × Taxa de Ocupação × 365

Exemplo (BH, 2 quartos):

  • ADR: R$199
  • Ocupação: 59%
  • Receita: R$199 × 0,59 × 365 = R$42.900/ano

3. Estime Custos Operacionais

Use a “regra dos 50%” como estimativa inicial (50% da receita vai para despesas, sem contar hipoteca). Refine com custos reais do seu mercado.

Exemplo (BH):

  • Receita: R$42.900
  • Custos (50%): R$21.450
  • Lucro operacional: R$21.450/ano

4. Calcule ROI

Fórmula: ROI = (Lucro Anual / Investimento Total) × 100

Exemplo:

  • Lucro: R$21.450
  • Investimento (imóvel + mobília): R$400.000
  • ROI: 5,36%

Compare com:

  • Aluguel tradicional do mesmo imóvel: ~R$12.000/ano = 3% ROI
  • CDI: ~12% ao ano (mas sem valorização patrimonial)

→ Gestão profissional HostnJoy em Belo Horizonte

Gestão: Fazer Sozinho ou Terceirizar?

Autogestão

Prós:

  • Margem maior (economia de 15-25%)
  • Controle total
  • Aprendizado do negócio

Contras:

  • Tempo: 10-20h/semana por imóvel
  • Disponibilidade 24/7 para emergências
  • Curva de aprendizado (preços, marketing, operação)

Ideal para: 1-2 imóveis, quem tem tempo flexível, quem quer aprender o negócio.

Gestão Profissional

Prós:

  • Renda realmente passiva
  • Expertise em preços, fotos, listagens
  • Rede de fornecedores (limpeza, manutenção)
  • Escalável (múltiplos imóveis)

Contras:

  • Custo de 15-25% da receita
  • Menos controle sobre decisões
  • Qualidade varia muito entre gestores

Ideal para: 3+ imóveis, quem mora longe do imóvel, quem quer renda passiva real.

Tributação no Brasil (2025)

Pessoa Física

A receita de aluguel de temporada deve ser declarada como rendimento:

  • Carnê-leão mensal: Se recebido de pessoa física
  • IR anual: Tributado pela tabela progressiva (até 27,5%)

Mudanças da Reforma Tributária

A partir de 2025, pessoas físicas só passam a ser contribuintes no novo regime se tiverem:

  • Receita anual de aluguel superior a R$240.000 E
  • Mais de 3 imóveis alugados

Abaixo desse limite, mantém-se o regime atual.

Deduções Possíveis

  • Taxas de condomínio
  • IPTU proporcional
  • Despesas de manutenção documentadas
  • Comissões de plataformas e gestoras
  • Depreciação do imóvel (27,5 anos para residencial)

Recomendação: Consulte contador especializado em locação para otimizar sua situação fiscal.

Tendências 2025-2026

O que está moldando o mercado:

  1. Viagens híbridas (trabalho + lazer): Estadias de 1-3 meses crescem, exigindo WiFi rápido e espaço de trabalho

  2. Destinos secundários: Cidades menores, praias tranquilas e serras ganham demanda constante

  3. Modelo híbrido: Incorporadoras lançam edifícios para short+long stay, alcançando 90% de ocupação

  4. Precificação dinâmica obrigatória: Com ocupação média caindo (57% → 50%), gestão de preços é diferencial competitivo

  5. Regulamentação crescente: Mais cidades terão legislação específica; condomínios podem proibir

Conclusão: Vale a Pena?

Sim, SE:

  • Você trata como negócio, não como “renda extra fácil”
  • O imóvel está em localização com demanda consistente
  • Você tem (ou contrata) capacidade de gestão profissional
  • Aceita a variabilidade de renda em troca de retornos maiores
  • O condomínio e legislação local permitem a operação

Não, SE:

  • Busca renda 100% previsível
  • Não quer (ou não pode) se envolver na gestão
  • O imóvel fica em área sem demanda turística ou corporativa
  • O condomínio proíbe ou há restrições legais severas

O aluguel de temporada é como “renda variável” do mercado imobiliário: potencial de retorno maior, mas exige conhecimento, gestão e tolerância a oscilações. Com os números certos e gestão adequada, pode ser uma das melhores opções de investimento imobiliário no Brasil atual.

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