· Equipe HostnJoy · Análise de Mercado · 11 min read
Quanto Rende um Apartamento no Airbnb em Florianópolis: Dados Reais por Bairro
Dados reais de rendimento Airbnb em 8 regiões de Florianópolis. Diárias de R$280 a R$900, sazonalidade extrema verão-inverno. Ranking completo com simulações por tipo de imóvel.
Um apartamento de 1 quarto em Jurerê Internacional rende R$ 1.800/noite no Réveillon e R$ 320/noite em junho. Essa variação de 5,6x entre pico e vale resume o mercado de Florianópolis: a maior sazonalidade praia do Sul do Brasil, capaz de gerar receita anual de R$ 70.000 a R$ 180.000 para o mesmo imóvel, dependendo inteiramente da estratégia de precificação e ocupação fora de temporada.
Este guia traz dados reais de rendimento Airbnb em 8 regiões de Floripa, com diárias, ocupação e simulações financeiras por tipo de imóvel. Como administradora de Airbnb com operação em Florianópolis, a HostnJoy consolidou aqui os números que separam um imóvel que “se paga” de um que gera renda significativa o ano inteiro.
Simule quanto seu imóvel pode render com a Calculadora de Receita HostnJoy
Para comparar com outras capitais, veja quanto rende um Airbnb no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Belo Horizonte.
Metodologia: como medimos o rendimento por região
O ranking combina quatro indicadores monitorados pela HostnJoy em cada região de Florianópolis:
| Indicador | O que mede |
|---|---|
| ADR (Average Daily Rate) | Diária média anualizada (já ponderando verão e inverno) |
| Taxa de ocupação anual | Percentual de noites reservadas no ano todo |
| Receita mensal média | Faturamento real anualizado dividido por 12 |
| Perfil de demanda | Turismo praia, nômade digital, corporativo ou eventos |
Florianópolis tem uma particularidade que nenhuma outra capital tem na mesma intensidade: a receita não é linear ao longo do ano. Dezembro-março concentra 55-65% do faturamento anual em regiões de praia. A estratégia de capturar inverno (nômades digitais, estadias mensais) é o que define se o imóvel rende bem ou fica vazio metade do ano.
Ranking 2026: quanto rende por região de Florianópolis
1. Jurerê Internacional — o ticket mais alto da Ilha
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Diária média anualizada | R$ 680 |
| Diária de pico (Réveillon/Carnaval) | R$ 1.500 a R$ 2.500 |
| Ocupação anual | 58% |
| Receita mensal (1 quarto) | R$ 11.000 a R$ 16.000 |
| Receita mensal (2-3 quartos) | R$ 18.000 a R$ 35.000 |
Perfil: público premium nacional e internacional (argentinos, uruguaios), beach clubs, alto poder aquisitivo. Estadias de 3-7 noites no verão.
Por que lidera: Jurerê Internacional é o endereço mais exclusivo de Santa Catarina. Diárias de Réveillon ultrapassam R$ 2.500. O desafio é a ocupação anual de 58% (vazio relativo no inverno), compensada por tickets altíssimos no verão.
Ideal para: investidores com imóvel premium que aceitam sazonalidade extrema em troca de receita absoluta alta no verão. Para o segmento de luxo, conheça nossa gestão de Airbnb para imóveis de luxo.
2. Centro / Trindade — o equilíbrio anual
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Diária média anualizada | R$ 320 |
| Ocupação anual | 78% |
| Receita mensal (studio) | R$ 5.500 a R$ 7.500 |
| Receita mensal (1 quarto) | R$ 7.500 a R$ 11.000 |
| Receita mensal (2 quartos) | R$ 11.000 a R$ 15.000 |
Perfil: corporativo (proximidade UFSC, órgãos públicos, hospitais), nômades digitais o ano todo, estudantes internacionais. Estadias de 5-30 noites.
Por que está no top 2: o Centro/Trindade tem a melhor ocupação anual de Floripa (78%), porque sua demanda não depende de praia. Nômades digitais e público corporativo mantêm o imóvel ocupado mesmo em junho-julho. Receita mais previsível, menos sazonalidade.
Ideal para: investidores que priorizam estabilidade e ocupação alta o ano todo, em vez de picos de verão. Excelente para studios e 1 quarto perto da UFSC.
3. Lagoa da Conceição — lifestyle e nômade digital
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Diária média anualizada | R$ 420 |
| Ocupação anual | 72% |
| Receita mensal (1 quarto) | R$ 8.500 a R$ 12.500 |
| Receita mensal (2 quartos) | R$ 12.500 a R$ 18.000 |
Perfil: nômades digitais, surfistas, público lifestyle internacional, casais. Estadias longas (14-30 noites) frequentes.
Por que está no top 3: a Lagoa combina natureza (lagoa + dunas + praias da Joaquina e Mole próximas) com a maior comunidade de nômades digitais de Floripa. Ocupação de 72% sustentada por estadias longas reduz custos operacionais (menos check-ins, menos limpezas).
Ideal para: quem busca ticket bom com ocupação estável via público de estadia longa. Estratégia “workation” funciona muito bem aqui.
4. Campeche — a fronteira de valorização
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Diária média anualizada | R$ 360 |
| Ocupação anual | 70% |
| Receita mensal (1 quarto) | R$ 7.000 a R$ 10.500 |
| Receita mensal (casa) | R$ 12.000 a R$ 20.000 |
Perfil: famílias, surfistas, nômades digitais, público que busca praia com custo menor que Jurerê. Estadias de 5-21 noites.
Por que entra no ranking: o Campeche é a região que mais cresce em Floripa. Custo de aquisição 30-40% menor que Jurerê, com praia extensa e infraestrutura em expansão (novos restaurantes, coworkings). Valorização imobiliária forte projetada para 2026-2028.
Ideal para: investidores de longo prazo que apostam em valorização + boa receita atual. Melhor relação custo/retorno da Ilha.
5. Norte da Ilha (Canasvieiras, Ingleses, Santinho) — volume de verão
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Diária média anualizada | R$ 340 |
| Diária de pico (verão) | R$ 600 a R$ 1.100 |
| Ocupação anual | 64% |
| Receita mensal (1 quarto) | R$ 6.500 a R$ 9.500 |
| Receita mensal (casa) | R$ 11.000 a R$ 18.000 |
Perfil: turismo familiar nacional, forte presença argentina e uruguaia no verão, grupos. Estadias de 5-14 noites.
Por que está no ranking: o Norte da Ilha tem o maior volume turístico de verão de Floripa. Canasvieiras é praticamente uma extensão da Argentina em janeiro-fevereiro. O desafio é a ocupação fora de temporada (cai para 35-45% em junho-agosto), exigindo estratégia agressiva de inverno.
Ideal para: investidores com imóveis maiores (casas) focados em receita de verão, dispostos a aceitar ocupação baixa no inverno.
6. Sul da Ilha (Pântano do Sul, Armação, Ribeirão) — autenticidade
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Diária média anualizada | R$ 310 |
| Ocupação anual | 60% |
| Receita mensal (1 quarto) | R$ 5.500 a R$ 8.500 |
| Receita mensal (casa) | R$ 9.000 a R$ 15.000 |
Perfil: público que busca Floripa autêntica e tranquila, casais, surfistas experientes, ecoturismo. Estadias de 4-10 noites.
Por que está no ranking: o Sul preserva o charme açoriano original da Ilha. Menos lotado, público mais qualificado, custo de aquisição menor. Demanda crescente de quem foge do turismo de massa do Norte.
Ideal para: investidores que valorizam custo de entrada baixo + público tranquilo. Ocupação menor mas operação mais leve.
7. Continente (Estreito, Coqueiros, Balneário) — o custo-benefício
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Diária média anualizada | R$ 260 |
| Ocupação anual | 73% |
| Receita mensal (studio) | R$ 4.500 a R$ 6.500 |
| Receita mensal (1 quarto) | R$ 6.500 a R$ 9.000 |
Perfil: corporativo, público que trabalha na Ilha mas busca custo menor, visitantes de eventos no CentroSul. Estadias de 3-14 noites.
Por que está no ranking: o lado continental de Floripa oferece o melhor ROI percentual da cidade. Custo de aquisição até 50% menor que a Ilha, com ocupação sólida de 73% (perfil corporativo estável) e proximidade da ponte para a Ilha.
Ideal para: investidores iniciantes ou que priorizam retorno percentual. Excelente para o primeiro imóvel Airbnb em Floripa.
8. Praia Brava — premium emergente
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Diária média anualizada | R$ 480 |
| Ocupação anual | 62% |
| Receita mensal (1 quarto) | R$ 9.000 a R$ 13.000 |
| Receita mensal (2 quartos) | R$ 13.000 a R$ 22.000 |
Perfil: público premium jovem, beach clubs, eventos, casais de alto padrão. Estadias de 3-7 noites no verão.
Por que fecha o ranking: a Praia Brava virou o “novo Jurerê” para o público jovem premium. Beach clubs, gastronomia e vida noturna sustentam diárias altas. Sazonalidade forte mas tickets premium compensam.
Tabela comparativa: todas as regiões lado a lado
| Posição | Região | ADR anualizado | Ocupação anual | Receita 1Q (R$/mês) | Perfil principal |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Jurerê Internacional | R$ 680 | 58% | 11.000-16.000 | Premium/verão |
| 2 | Centro/Trindade | R$ 320 | 78% | 7.500-11.000 | Corporativo/nômade |
| 3 | Lagoa da Conceição | R$ 420 | 72% | 8.500-12.500 | Lifestyle/nômade |
| 4 | Campeche | R$ 360 | 70% | 7.000-10.500 | Valorização |
| 5 | Norte da Ilha | R$ 340 | 64% | 6.500-9.500 | Volume verão |
| 6 | Sul da Ilha | R$ 310 | 60% | 5.500-8.500 | Autenticidade |
| 7 | Continente | R$ 260 | 73% | 6.500-9.000 | Melhor ROI |
| 8 | Praia Brava | R$ 480 | 62% | 9.000-13.000 | Premium jovem |
A sazonalidade de Floripa: o fator que define tudo
Diferente de São Paulo (estável o ano todo) ou Rio (sazonalidade moderada), Florianópolis tem a sazonalidade praia mais extrema entre as capitais brasileiras. Entender isso é a diferença entre R$ 70 mil e R$ 180 mil de receita anual no mesmo imóvel.
Verão (dezembro-março): o pico absoluto
- Multiplicadores: Réveillon 5-6x, Carnaval 4-5x, janeiro-fevereiro 2-3x
- Regiões de praia (Jurerê, Norte, Brava) concentram 55-65% da receita anual nestes 4 meses
- Ocupação 90-100% no pico, com reservas antecipadas de 6-12 meses
- Público argentino e uruguaio domina janeiro-fevereiro
Outono (abril-maio): transição
- Multiplicador 1,0-1,3x
- Demanda residual de turismo + início do público nômade digital
- Boa janela para estadias longas com desconto
Inverno (junho-agosto): o teste da estratégia
- Praias caem para 35-45% de ocupação
- Centro, Trindade, Lagoa e Continente mantêm 60-75% via nômades digitais e corporativo
- A estratégia vencedora: reposicionar anúncio para “estadia mensal nômade digital”, oferecer desconto para 28+ noites, destacar internet rápida e mesa de trabalho
Para a estratégia completa de inverno, veja Airbnb na alta temporada de inverno e como aumentar reservas na baixa temporada.
Primavera (setembro-novembro): aquecimento
- Multiplicador crescente 1,2-1,6x
- Preparação para alta temporada, bookings antecipados de verão começam
Quanto rende com gestão profissional vs autogestão
A sazonalidade extrema de Floripa torna a gestão profissional ainda mais decisiva do que em outras capitais. Capturar o pico de verão exige precificação dinâmica diária; sobreviver ao inverno exige reposicionamento ativo do anúncio.
Cenário real: 1 quarto na Lagoa da Conceição (valor de mercado R$ 620 mil)
| Modelo | Receita bruta/ano | Comissão | Receita líquida proprietário |
|---|---|---|---|
| Autogestão (média Floripa) | R$ 78.000 | R$ 0 | R$ 78.000 |
| Administradora genérica (25%) | R$ 102.000 | R$ 25.500 | R$ 76.500 |
| HostnJoy (16%) | R$ 132.000 | R$ 21.120 | R$ 110.880 |
Diferença líquida em favor da HostnJoy vs administradora genérica: +R$ 34.380/ano. Vs autogestão: +R$ 32.880/ano. A diferença concentra-se em dois pontos: precificação dinâmica que captura os picos de verão (Réveillon a R$ 1.800/noite) e estratégia de inverno que mantém ocupação via nômades digitais.
Para escolher a administradora certa, veja melhor gestor de Airbnb no Brasil 2026. Conheça nossa operação local em Florianópolis.
Guia rápido: qual região escolher por perfil de investidor
Investidor premium (capital alto, foco em receita absoluta de verão)
Jurerê Internacional ou Praia Brava. Tickets de verão imbatíveis. Aceite a ocupação anual menor em troca de receita absoluta alta.
Investidor de ocupação estável (renda previsível o ano todo)
Centro/Trindade ou Continente. Demanda corporativa + nômade digital independe de praia. Ocupação 73-78% o ano todo.
Investidor de ROI percentual (melhor retorno sobre o investimento)
Continente. Custo de aquisição até 50% menor com ocupação sólida. Melhor relação custo/retorno da cidade.
Investidor lifestyle / nômade digital
Lagoa da Conceição ou Campeche. Público de estadia longa reduz operação e mantém ocupação. Estratégia workation forte.
Investidor de longo prazo (valorização + renda)
Campeche. A região que mais valoriza em Floripa, com boa receita atual e projeção forte 2026-2028.
Perguntas frequentes
Quanto rende um Airbnb em Florianópolis por mês?
Depende fortemente da região e do mês. Anualizado, um apartamento de 1 quarto rende entre R$ 5.500/mês (Sul da Ilha) e R$ 16.000/mês (Jurerê Internacional). A média da cidade fica em R$ 8.000-10.000/mês para 1 quarto bem gerido. Atenção: a receita NÃO é uniforme — dezembro-março pode concentrar 55-65% do total anual em regiões de praia.
Vale a pena investir em Airbnb em Florianópolis com a sazonalidade?
Sim, desde que a estratégia de inverno seja sólida. Regiões com demanda não-praia (Centro, Trindade, Lagoa, Continente) mantêm 60-78% de ocupação o ano todo. Regiões de praia pura (Norte, Jurerê) exigem precificação agressiva de verão para compensar o inverno. O ROI anual em Floripa varia de 8% a 13%, entre os melhores do Sul.
Qual a melhor região de Floripa para o primeiro investimento em Airbnb?
Continente (Estreito, Coqueiros) ou Centro/Trindade. Custo de aquisição menor, ocupação estável (73-78%), demanda corporativa e nômade que não depende de praia. Curva de aprendizado mais suave que regiões de sazonalidade extrema.
Como manter o imóvel ocupado no inverno em Floripa?
Reposicione o anúncio para público de estadia longa: nômades digitais e profissionais em projetos temporários. Ofereça desconto para 28+ noites, destaque internet de alta velocidade (mínimo 100 Mbps), mesa de trabalho ergonômica e ambiente silencioso. Centro, Trindade e Lagoa têm a melhor demanda de inverno. Veja a estratégia completa em como aumentar reservas na baixa temporada.
Quanto custa contratar uma administradora de Airbnb em Florianópolis?
A faixa de mercado é 16% a 28% da receita bruta. A HostnJoy opera com taxa única de 16% sobre receita bruta para todos os imóveis, sem mensalidade, sem setup. Em um mercado de sazonalidade extrema como Floripa, a diferença de gestão profissional chega a R$ 30-35 mil/ano por imóvel via captura de picos de verão e estratégia de inverno.
Réveillon e Carnaval valem quanto em Floripa?
Muito. No Réveillon, diárias em Jurerê e Praia Brava chegam a R$ 1.500-2.500/noite (5-6x a média anual), com mínimo de 5-7 noites. Carnaval fica em 4-5x. Esses dois períodos sozinhos podem representar 20-25% da receita anual de um imóvel em região de praia, capturados em menos de 15 dias.
Próximos passos
- Simule a receita do seu imóvel com a Calculadora de Receita HostnJoy (30 segundos, sem cadastro)
- Conheça a operação local em administradora de Airbnb em Florianópolis
- Compare com outras capitais: quanto rende no Rio, em São Paulo e em BH
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Fontes: AirDNA Brasil (Q1 2026 Florianópolis Market Report), Santur (estatísticas de turismo Santa Catarina 2025), FipeZAP (valores de imóveis Florianópolis Q1 2026), dados internos HostnJoy 2024-2026 (portfólio operacional em Florianópolis nas regiões Centro, Lagoa, Norte da Ilha e Continente).
Nota: Análise atualizada em 17/06/2026. Valores e percentuais representam médias de mercado e podem variar significativamente conforme localização exata, qualidade do imóvel, fotografia, anúncio e estratégia de operação. A sazonalidade de Florianópolis é a mais extrema entre as capitais brasileiras — resultados individuais dependem fortemente da estratégia de inverno. Análise individual deve ser feita com especialista.